segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

2º Fórum de Combate à Violência contra a Mulher no Vale do Taquari.

Na tarde de 26/11/2013, realizou-se em Lajeado o 2º Fórum de Combate à Violência contra a Mulher no Vale do Taquari. O evento foi idealizado pela Polícia Civil da 19ª RP e teve como parcerias o Curso de Direito da Univates, a Casa de Passagem do Vale e a Coordenadoria Municipal da Mulher. O objetivo principal do Fórum foi sensibilizar a comunidade acadêmica e regional para participação na rede de proteção às mulheres. Também visou levar conhecimento sobre a aplicação da legislação aos casos de violência. Uma das palestrantes foi a colega Delegada de Polícia Tatiana Barreira Bastos, que apresentou estatísticas da violência, bem como explanou sobre a Lei Maria da Penha e como funciona a rede de atendimento. A outra palestrante foi uma representante da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres que abordou a Rede Lilás. O evento marcou a semana de combate à violência contra a mulher e teve a presença de vários setores da sociedade e também foi prestigiado por muitas autoridades. 

Fonte:
Elisabete Cristina Barreto Müller - Delegada de Polícia Regional 19ª RP-Lajeado

Integração da Polícia Civil e da Brigada Militar em Gravataí, no combate a violência de gênero

Aderindo a campanha dos dezesseis dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, esta Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher, em ação integrada com o 17º Batalhão da Polícia Militar, realizou  ações de Patrulha Maria da Penha na cidade de Gravataí, objetivando fiscalizar o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência, através de visita domiciliar às vítimas.

O trabalho foi realizado no dia 02 de dezembro, pelo turno da manhã, e teve continuidade na tarde do dia 04 de dezembro. Ao todo, foram visitadas onze residências de mulheres vítimas de violência de gênero, que possuem Medidas Protetivas  de Urgência. 



 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Una-se pelo fim da violência contra a mulher




Precisamos nos unir. A violência contra as mulheres não pode ser tolerada, de nenhuma forma, em nenhum contexto, em nenhuma circunstância, por nenhum líder político nem por nenhum governo.
SECRETÁRIO-GERAL BAN KI-MOON

A campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres, tem por objetivo prevenir e eliminar a violência contra as mulheres e meninas em todas as partes do mundo.
A campanha reúne diversas agências e escritórios da ONU para impulsionar ações em todo o Sistema ONU, a fim de prevenir e punir a violência contra as mulheres.
Através da campanha, a ONU está unindo forças com indivíduos, sociedade civil e governos pelo fim da violência contra as mulheres em todas as suas formas.

Leia sobre esta campanha em : http://www.onu.org.br/unase/

domingo, 24 de novembro de 2013

Mulheres assassinadas

              Tem sempre o dia em que a casa cai. Elas perderam a esperança porque o perdão também cansa de perdoar. Uma sucessão de abusos, de surras causadas pelo ciúme delirante, finalmente encontrou um basta. Seus maridos e namorados ficam enfurecidos, não compreendem a rejeição. Quanto atrevimento! O que foi que mudou? Na lógica deles, vontade própria não existe nas mulheres, portanto a ruptura deve ser por causa de outro. Abstinentes da relação que lhes sustentava a virilidade, decidem lavar a honra ferida: elas não pertencerão a mais ninguém.
Léia, oito tiros; Eliene, marteladas; Caroline, degolada; Karla, 10 tiros; Bruna, grávida de 15 anos, facadas; Joyce, negou-se a ter relações sexuais com o marido bêbado, 16 facadas; Rosilene, 12 facadas; Elisângela, espancada até a morte; Tânia, esfaqueada, asfixiada e colocada na geladeira; Maria da Guia, pauladas; só para citar alguns dos muitos casos de outubro, recolhidos a esmo, espalhados por todo o Brasil. Em todos eles os matadores eram ex-companheiros.
               O fim de um amor sempre causa desespero, sentimento de dissolução, perde-se parte de si. Há também a vergonha pública, pois amor e reputação têm seu destino enlaçados. Portanto, homens e mulheres deveriam equivaler-se nas manifestações de despeito, a dor é democrática. Não é o caso: elas se deprimem, podem praticar maldades, maledicência, partilhas litigiosas; já para muitos deles é uma questão de honra, de vida e morte.
Simone de Beauvoir lembrava que o prestígio social da guerra, território masculino, sempre foi maior que o do ato de dar a vida, atributo feminino. Assim, frente à impotência maior de ver-se privado daquela que se julgava possuir, decidir pela sua morte acaba sendo o exercício de um prática milenar.
         Nos anos 80, usávamos a frase: “Quem ama não mata”, lembrando que não é aceitável qualquer condescendência com os crimes passionais. Melhoramos um pouco na punição dos assassinos de mulheres, que já gozaram de maior prestígio, acredite. Porém, um dos graves obstáculos na prevenção dos assassinatos de mulheres é a resistência delas, assim como das pessoas ao seu redor, em levar a sério as ameaças que sofrem. Elas acreditam que faz parte do amor e conseguirão reverter a situação. Protegem o agressor como se fosse um filho travesso, são incrédulas frente à letalidade do seu homem. A mulher não tem intimidade com a morte enquanto argumento final, atribuem a eles a capacidade que elas têm de duelar com palavras.
          Nossas leis são melhores na teoria do que a prática. O amor, em sua face possessiva e descontrolada, continua sendo um serial killer de mulheres. Isso é assim porque no fundo ainda se espera que a mulher se apegue à relação acima de tudo, que ela exerça seu poder através da entrega. São restos, ainda ativos, de um tempo em extinção. O segredo para a erradicação da violência está num trabalho com as potenciais vítimas: é preciso que elas acreditem que serão apoiadas, que maus-tratos são inadmissíveis, que correm riscos e não devem morrer. Nunca mais.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Governador sanciona projetos de lei para reforçar combate à violência contra as mulheres


Fonte: Jornal O Sul - 19/11/2013

Poema sobre as mulheres

LIBERTA TUA VOZ


MULHERES SÃO VERSOS EM CANTO OU PROSA
PERFUME DA ROSA EXALANDO CARINHO
NEM FORTES NEM FRÁGEIS SÓ QUEREM RESPEITO
SE FERIR SEUS DIREITOS A LEI É O ESPINHO

TEM TANTAS MULHERES SOFRENDO CALADAS
TÃO SUBJUGADAS O  SILÊNCIO É FATAL
A LEI TE PROTEGE ,FORTE GARANTIA
VIOLÊNCIA EM FAMÍLIA NÃO É MAIS BANAL

NÃO É UTOPIA É SONHO FECUNDO
EXTIRPAR DO MUNDO TODA CRUELDADE
ACORDA MULHER A LEI ESTÁ AO TEU LADO
O QUE ERA SONHADO HOJE É REALIDADE.

SE SOCORRE  A DEUS E DEPOIS À BRIGADA
QUE ESTÃO NESTA LUTA  QUE ÁRDUA E FERRENHA
PRECISANDO  DE UMA POLÍCIA  ESPECIALIZADA
CHAME A PATRULHA   “MARIA DA PENHA”.


Ten. Dilmar
1º Ten da Brigada Militar do CRPO/VT de Lajeado