quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lei Maria da Penha não serviu para diminuir mortes de mulheres no país, aponta estudo do Ipea

       Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que a Lei Maria da Penha, criada em 2006, não ajudou a reduzir número de mortes de mulheres por violência doméstica no Brasil.
       Os dados divulgados em Brasília na manhã desta quarta-feira (25/09) também mostraram que o Rio Grande do Sul é o quinto Estado do país com menores taxas de mulheres assassinadas do Brasil entre 2009 e 2011. Foram 4,64 homicídios por 100  mil mulheres neste período. Os menores índices continuam sendo no Piauí, com taxa de 2,71 por 100 mil mulheres, seguido de Santa Catarina, São Paulo e Maranhão. O Estado também está abaixo da média nacional, que é de 5,82 por 100 mil mulheres.
       A pesquisa detalhou que, após a criação da Lei Maria da Penha, em 2006, houve um leve decréscimo no número nacional de mortes, passando de 5,41 por 100 mil mulheres em 2001 para 5,02 em 2006 e 4,75 em 2007, mas voltou a subir nos anos seguintes. Leila Posenato Garcia, técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que os índices aumentaram  pouco a pouco, chegando a 5,43 a cada 100 mil mulheres em 2011, e que o efeito da ampla divulgação da lei à época pode explicar a pequena redução nas taxas de mortalidade observada nos anos de 2006 e 2007.
       Mas a experiência demonstra que, sem esforços contínuos para mudar a cultura e a prática institucional, a maior parte das reformas legais e políticas tem pouco efeito. Outra hipótese que pode ser levantada para explicar o fato é que o grau de implantação das medidas previstas na Lei Maria da Penha pode ter sido insuficiente. Também podem existir falhas no processo, em diferentes instâncias e sob a responsabilidade das diversas instituições mencionadas na lei, como o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, as Polícias Civil e Militar, a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros. A qualidade do serviço oferecido às vítimas é um aspecto importante, posto que frequentemente os profissionais, incluindo aqueles envolvidos no sistema legal, compartilham os mesmos preconceitos que predominam na sociedade — disse Leila. Leia mais em:


Toda a beleza do mundo

       Uma mulher e sua filha em Bam, no Irã, cujos rostos foram encharcados com ácido pelo seu marido (e pai) à noite, após uma sequência de pedidos de separação feitos pela mulher. Ela e sua filha se beijam, porque elas são as únicas no mundo capazes e dispostas a fazê-lo. Foto vencedora do primeiro prêmio na categoria "Retratos" do World Press Photo 2013.
Foto de Ebrahim Noroozi 

Encontro Regional para o Fortalecimento e Criação de Conselhos Municipais dos Direitos da Mulheres


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Unidades móveis chegam ao Estado para atender às mulheres do campo

         O Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Políticas para as Mulheres, apresentou na manhã desta quarta-feira (18/09) uma das Unidades Móveis para atendimento às Mulheres em Situação de Violência no Campo e na Floresta. A apresentação aconteceu no Parque Harmonia, durante o Acampamento Farroupilha. De acordo com a titular da SPM/RS, Ariane Leitão, esta é mais uma ação da Rede Lilás, "O Estado do Rio Grande do Sul mais uma vez reafirma o seu compromisso com as políticas públicas para as mulheres. Políticas de empoderamento, de autonomia. Mostramos que no Estado as mulheres estão construindo a história lado a lado com os homens, transformando a sua realidade. Afinal, só a igualdade transforma", afirma a secretária.
         A Unidade Móvel, ônibus especialmente desenvolvido para o trânsito fora de estrada, adaptados para o atendimento às mulheres do campo e da floresta, vai atuar de forma itinerante, percorrendo o interior do Rio Grande de Sul, principalmente as comunidades rurais.
O repasse dos veículos é uma resposta do Governo Federal e do Governo do Estado às reivindicações da Marcha das Margaridas, composta por mulheres da Confederação Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura.
            O investimento, de mais de R$ 1 milhão é da União, através da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em parceria com o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, com contrapartida de aproximadamente R$ 400 mil.

Foto: Luana Mesa
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM/RS

Aperfeiçoamento em Gênero e Diversidade oferece vagas a professores


        Curso a distância oferece oportunidade de formação a professores da Educação Básica, licenciados e vinculados às redes públicas de ensino do estado.Professores da Educação Básica, licenciados e vinculados às redes públicas de ensino do Estado do Rio Grande do Sul (municipal, estadual ou federal) podem se inscrever no curso de Aperfeiçoamento em Gênero e Diversidade na Escola: sexualidade, violência, olhares sobre práticas contemporâneas, oferecido pela UFRGS, modalidade a distância. São 120 horas-aula, com atividades de 30 de setembro de 2013 a fevereiro de 2014. 
         A ideia é fortalecer o processo de formação continuada de professores, introduzindo as temáticas de gênero e sexualidade, bem como da sua relação com a violência nas preocupações de educadores e educadores, sensibilizando-os para a abordagem das mesmas em suas práticas pedagógicas. 
As inscrições vão até dia 25 de setembro. São oferecidas 120 vagas, 30 em cada um dos seguintes polos: Novo Hamburgo, Porto Alegre, Sapiranga e Sapucaia. Mais informações e inscrições na página do curso no site da Secretaria de Ensino a Distância. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (51) 3308.4129 ou e-mail gênero.diversidade.ufrgs@gmail.com. 
Foto: Andressa Sipaúba 
Fonte: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias - 23/09/2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

23 de Setembro -Dia Internacional de Combate à Violência Sexual e Tráfico de Mulheres

Nesta segunda-feira (23), é lembrado o Dia Internacional de Combate à Violência Sexual e Tráfico de Mulheres e Meninas. Uma ação de conscientização ocorreria no Centro de Porto Alegre, mas foi cancelada devido à chuva. Uma nova data será definida.
Conforme a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Nept/RS), da Secretaria da Segurança Pública, Aléxia Meurer, a intenção é chamar a atenção para o assunto que ainda é pouco conhecido com profundidade por diversos setores da sociedade. "Muitos associam a questão do tráfico à exploração sexual. Mas há casos de pessoas traficadas para trabalho escravo no meio rural ou até como modelos. Também há adoção ilegal", exemplifica Alexia.
O Núcleo 
O Nept articula as políticas públicas no Estado para o combate ao tráfico de pessoas. São realizadas ações como mapeamento e capacitação da rede de atenção às vítimas. "Nossa função vai desde a mobilização dos municípios na prevenção, encaminhamento de denúncias, até a participação direta no enfrentamento ao crime", explica Aléxia.
Apesar do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas ter sido aprovado em 2006, a discussão em nível governamental no RS começou em 2011, por meio da criação do Nept. Por isso, conforme Aléxia, há carência de dados numéricos a respeito deste crime. "Já começamos a montar um banco de dados", anuncia.
O Núcleo conta com um Grupo de Trabalho composto por órgãos e instituições do governo e não-governamentais. Para participar, o contato é o telefone (51) 3288-1936. Para denúncias, os telefones são o 100 ou o 180, com ligação gratuita para todo território nacional.
Texto- Patrícia Lemos