terça-feira, 11 de junho de 2013

1ª Jornada de Debates sobre o Tráfico de Pessoas

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A Secretaria da Segurança Pública (SSP/RS) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/RS), estarão realizando no próximo dia 21/06/2013 o seminário intitulado "1ª Jornada de Debates sobre o Tráfico de Pessoas.

O evento contará com a participação dos titulares das respectivas pastas, Airton Michels e Ariane Leitão, além da Ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, do Superintendente da Polícia Federal, Sandro Luis Caron, da Psicóloga do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da SSP/RS, Simone Reginato, a mesa terá como mediadora a Delegada da Polícia Civil, Eliete Rodrigues.

A jornada acontecerá no Auditório da Polícia Civil, que fica na Avenida João Pessoa, nº 2050, às 8:30 da manhã.

O seminário é uma promoção do Fórum Pró-Equidade de Gênero e Raça/Etnia da SSP-RS e do RS na Paz

Me senti uma mulher árabe

Descubro lendo os jornais de hoje que há um movimento para que as mulheres árabes possam dirigir, porque a Arábia Saudita é o único país do mundo onde elas não podem fazer isso.
É um choque para nós, ocidentais, ver as diferenças que existem entre os nossos "mundos", quando os direitos humanos são tão desrespeitados e são até inexistentes, o que só se altera, como se sabe, pelas mudanças culturais.
Ontem (sexta-feira, dia 17), estava no caminho para casa, final da tarde, chovia, o trânsito estava chato como costuma acontecer nessas ocasiões, pois parece que todos querem chegar em casa para ontem.
Na confluência das ruas Moron com Capitão Araújo ocorre um atropelamento de um motoqueiro por um carro.
Imediatamente, parei meu carro, liguei o pisca alerta, e estou me preparando para descer,  a fim de tomar as primeiras atitudes necessárias, como chamar os bombeiros, o SAMU, a Brigada Militar, essas coisas básicas numa situação dessas.
Eis que um senhor, vindo pela rua Moron, na direção centro/bairro,  em um lindo, potente e flamejante carro Honda Civic de cor prata baixa o vidro do lado do caroneiro e me grita: "vai pra casa lavar a louça, Maria" !
Mesmo eu dizendo a ele que visse o acidente, que estava ali, a nossa frente, continuou a me brindar com toda a sua classe e educação. Ele atravessou o local, e seguiu seu caminho.
Com isso, já estava me atrasando para buscar minha filha na escola, então fui cumprir minhas obrigações de mãe, até porque outras pessoas, solidarizadas com o rapaz estendido no chão já estavam ali, fazendo o que tinha que ser feito.
Bom, né ?, fazer o que depois dessa demonstração de finesse por parte de alguém tão bem apetrechado veicularmente falando ?
Anotei a placa do carro. Registrei ocorrência sobre a injúria que sofri. Marquei audiência a ser realizada no Fórum local. Evidente que, sendo a titular da Delegacia da Mulher, não serei eu a fazer o procedimento policial que irá redundar disso. Nessa hora não sou autoridade policial, sou parte, sou vítima.
Agi dessa forma porque tenho que ser coerente com o que faço e penso, com aquilo pelo que brigo e tenho como compromisso de vida. Ele terá a oportunidade de saber que um comportamento civilizado é bom e todos nós gostamos, e que ele deve ter uma mãe, uma esposa, talvez uma filha, e gostará, evidentemente, que outros as tratem com a urbanidade que a vida em sociedade exige. Isso sem falar que aprenderá que a solidariedade é a pedra de toque que nos diferencia dos animais, afinal poderia ser um dos seus ali estendido no chão.
Mulheres lavam a louça, a roupa, cozinham, criam filhos, sozinhas ou com parceiros, trabalham fora, operam pessoas, varrem ruas, comandam o país, quebram preconceitos e paradigmas, dirigem carros e preocupam-se com os problemas que veem a sua frente, sendo policiais ou não. Homens precisam aprender isso, mesmo que seja de uma forma não tão agradável.
Mas que ontem, por volta das 18h, que eu me senti árabe, me senti.

Por Claudia Cristina Santos da Rocha Crusius
Passo Fundo-RS

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Segurança Pública trabalha para ampliar e qualificar atendimento às mulheres

Integrantes da rede de proteção à mulher se reuniram nesta quinta-feira (06), na Secretaria da Segurança Pública, para debater medidas de qualificação dos serviços e ampliação da rede de atendimento, visando diminuir os índices de violência contra a mulher. 

Uma das providências definidas será a criação de um manual para padronizar o procedimento da polícia no atendimento às ocorrências. A vítima também terá disponível um guia com as competências municipais, estaduais e federais, que a auxiliará a respeito de a quem recorrer em cada situação. 

A chefe de gabinete da Secretaria, Raquel Gomes, defendeu, na reunião, a necessidade de maior integração entre o governo do Estado e as prefeituras, para que a Secretaria da Segurança Pública e a Secretaria de Políticas para as Mulheres "acompanhem as vítimas de forma mais próxima e constante". Além disso, destacou Raquel, o governo pretende qualificar a troca de informações entre a segurança pública e os serviços públicos de saúde, que atendem vítimas de agressão.


Fonte: Site SSP/RS

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sexo frágil? - por Maria Berenice Dias

É o que todo mundo diz, que a mulher é o sexo frágil! Talvez porque sua compleição física seja menor. Quem sabe por que sangra todos os meses e precisa de algum resguardo enquanto grávida. Mas o certo é que foram os homens quem criaram este mito. E o pior, as mulher acreditaram. Afinal, é uma situação de conforto. Dá uma certa tranquilidade ter alguém responsável pela gente. E, se eles são o sexo forte, assumem o dever de cuidar, de proteger. Não é por outro motivo que o homem tem que sempre ser mais: mais velho, mais alto, ganhar mais, tudo sempre mais…

Desta condição de provedor, de superior, ao sentimento de propriedade é um passo. Então ele passa a mandar e ela a obedecer. Tem que se submeter. Ora, é dela a responsabilidade de cuidar da família, dos filhos, da casa. Ela é a rainha do lar!
Será que não está nesta assimetria a origem da violência doméstica? Uma realidade invisível, até o advento da Lei Maria da Penha. Ela chegou desacreditada, mas acabou empoderando as mulheres que passaram a não mais se submeter ao jugo masculino. Começaram a ter coragem de denunciar, da buscar a proteção legal.
Pela vez primeira passou a ser quantificada a violência contra as mulheres, e os números se revelaram assustadores. Com certeza não existe lei que tenha uma efetividade mais imediata. Concede medidas protetivas e autoriza a prisão de quem as desobedece.
Só que nem a justiça e nem os poderes públicos estão conseguindo dar conta desta realidade. Basta atentar que no Rio Grande do Sul, em seis dias, oito mulheres foram mortas.
Mas o mais surpreendente ainda é a cultura que parece conceder ao homem o direito sobre a mulher que – pelo que todos ainda reconhecem – é a mulher dele. No mais recente episódio só depois de 20 horas a polícia agiu. A determinação da autoridade policial foi ter paciência. Mas até quando teremos paciência? Quantas mortes, quantas mulheres violadas e violentadas será preciso contabilizar até que as autoridades assumam a sua responsabilidade de assegurar proteção a que se encontra em situação de vulnerabilidade?
É chegada a hora de as mulheres deixar de serem tratadas como pessoas frágeis que estão protegidas no recinto do seu lar doce lar!


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Um objetivo mundial em matéria de igualdade de gênero, direitos e empoderamento das mulheres, por Lakshmi Puri (ONU Mulheres)

Não passa um único dia sem que vejamos nas notícias a violação dos direitos das mulheres. Nos últimos meses, horríveis episódios de violência contra mulheres e meninas, ocorridos desde Nova Deli até Joanesburgo e Cleveland, provocaram a indignação pública e deram margem a manifestações pelo fim dos abusos.
Em Bangladesh e Camboja, a escandalosa perda de vidas de trabalhadores do setor têxtil, entre eles muitas mulheres, desatou um debate mundial sobre como garantir empregos seguros e decentes em nossa economia globalizada. Na Europa seguem estampando manchetes sobre o impacto desproporcional que os cortes de austeridade tiveram sobre as mulheres, assim como o uso do sistema de cotas para que as mulheres ocupem postos em diretorias corporativas.
Embora as mulheres tenham conquistado verdadeiros avanços, os fatos nos recordam continuamente que ainda falta muito para que a igualdade entre homens e mulheres seja uma realidade.
Quando assinaram a visionária Declaração do Milênio no ano 2000, as e os líderes mundiais reconheceram que a discriminação e a violência contra as mulheres e meninas são onipresentes. Entre os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) incluíram o que se refere a promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.
Estes objetivos têm como data estipulada de cumprimento o ano de 2015, e por isso estamos agora em uma verdadeira corrida para alcançá-los. Também nos encontramos em meio a um diálogo mundial sobre o que deveria substituí-los. Chegou o momento de que as mulheres saiam das margens e passem a ocupar o centro.
Em uma nova agenda de desenvolvimento posterior a 2015, devemos aproveitar as conquistas dos ODM e evadir suas carências. Todas e todos estão de acordo em que os Objetivos impulsaram progressos para reduzir a pobreza e a discriminação, e promover a educação, a igualdade de gênero, a saúde e o acesso à agua potável e saneamento.
O objetivo da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres fez um seguimento dos avanços em relação a matrículas escolares, participação das mulheres no trabalho remunerado e porcentagem de mulheres nos parlamentos, atraindo atenção mundial, além de estimular a implementação de diversas medidas. Permitiu exigir a rendição de contas aos governos, mobilizar os recursos necessários, fomentar a promulgação de novas leis e a execução de políticas e programas de compilação de dados.
Entretanto, há omissões manifestas. É notório que falta uma referência à erradicação da violência contra mulheres e meninas. Outros assuntos fundamentais também estão ausentes, por exemplo, o direito das mulheres a ser proprietárias de bens e a divisão desigual das responsabilidades domésticas e de cuidado da família.
Ao não abordar as causas estruturais da discriminação e a violência contra as mulheres e meninas, o progresso rumo à igualdade se deteve. De todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, o que obteve menor progresso foi o ODM 5: reduzir a mortalidade materna. O fato de que este seja o objetivo mais difícil de alcançar é uma prova da profundidade e alcance da desigualdade de gênero.
Para promover um progresso maior, a ONU Mulheres propõe a adoção de um objetivo independente que aborde a realização da igualdade de gênero, os direitos das mulheres e seu empoderamento, que se apoie nos direitos humanos e confronte as relações de poder desigual. Concebemos três áreas que requerem medidas urgentes.
Em primeiro lugar, acabar com a violência contra as mulheres e meninas deve ser uma prioridade. Desde a violência sexual nos acampamentos do Haiti, Síria e na República Democrática do Congo, até a violência pelas mãos de um companheiro sentimental nos Estados Unidos ou em outros países, a violência contra a mulher causa danos físicos e psicológicos incalculáveis. Esta é uma das violações mais generalizadas dos direitos humanos e traz enormes custos para os indivíduos, famílias e sociedades.

Em segundo lugar, mulheres e homens devem ter igualdade de oportunidades, recursos e responsabilidades para tornar a igualdade uma realidade. Devem ser abordadas com urgência renovada a paridade de acesso à terra e ao crédito, recursos naturais, educação, serviços de saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva, trabalho decente e igualdade de remuneração. São necessárias políticas públicas, tais como as relativas ao cuidado de crianças, licença maternidade ou paternidade, para aliviar a dupla jornada das mulheres com emprego remunerado, para que mulheres e homens possam desfrutar de igualdade no trabalho e em casa.

Em terceiro lugar, devemos ouvir as vozes das mulheres. Chegou o momento de que as mulheres participem igualmente nas esferas de decisão em casa, no setor privado e nas instituições governamentais. Apesar dos progressos realizados nos últimos anos, as mulheres ainda ocupam apenas 20% dos assentos parlamentares e 27% dos cargos judiciais no mundo. Para que a democracia seja significativa e inclusiva é necessário amplificar as vozes das mulheres e sua liderança em todos os níveis, públicos e privados.
Toda a nova agenda de desenvolvimento deve ser baseada em acordos de direitos humanos já assinados pelos governos. Isso inclui a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, a Plataforma de Ação de Pequim de 1995 e as resoluções das Nações Unidas, entre as quais está o recente acordo da Comissão sobre o Status da Mulher na eliminação e prevenção de todas as formas de violência contra mulheres e meninas.
Há ampla evidência de que países onde as mulheres têm um status mais elevado desfrutam de níveis mais altos de desempenho social e econômico. Há também evidências que podem orientar os países sobre o que realmente funciona, desde políticas equitativas no mercado de trabalho, universalidade dos serviços de proteção social e serviços sociais, bem como reformas dos sistemas de segurança e justiça para acabar com a impunidade em relação à violência contra as mulheres e meninas. O ativismo dos movimentos de mulheres em todo o mundo tem sido fundamental para exigir e impulsionar as mudanças em todas essas áreas.
As deliberações para dar forma à agenda para o desenvolvimento posterior a 2015 oferecem uma oportunidade autêntica para impulsar mudanças duradouras em matéria de direitos e igualdade das mulheres. Um objetivo mundial forte pode levar nossas sociedades ao ponto de inflexão de rejeitar a violência e a discriminação contra mulheres e meninas, e implantar o potencial da metade da população, para que possamos ter um mundo mais pacífico, justo e generoso e um planeta sustentável.

Lakshmi Puri, Diretora Executiva interina da ONU Mulheres e Subsecretária Geral das Nações Unidas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

IPE cede imóvel para Secretaria de Políticas para as Mulheres instalar Centro de Referência

Foto: Humberto Alencastro
Foto: Humberto Alencastro
 A secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Ariane Leitão, recebeu do presidente do Instituto de   Previdência do Estado (IPE), Valter Morigi, as chaves do prédio que abrigará o Centro Estadual de Referência da Mulher Vânia Araújo Machado (CRM-RS). O imóvel, de propriedade do IPE e localizado no Centro Histórico da capital, foi cedido para a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), que fará melhorias no local como contrapartida.
Para Morigi, concluiu-se uma negociação que se iniciou ainda na gestão da ex-secretária Márcia Santana na SPM. "Estamos felizes por concluir esta parceria e poder contribuir com esta ação que é fundamental para o atendimento às mulheres vítimas de violência no Estado".
A secretária Ariane Leitão destacou o objetivo do CRM-RS: "Queremos que o espaço centralize o atendimento presencial, mas que seja fundamentalmente um local onde as mulheres de todo o Estado possam acionar no momento em que se sentirem lesadas nos seus direitos. Pretendemos, também, reforçar a central de atendimento telefônico Escuta Lilás".
O prédio está localizado na Rua Tuiuti, nº 4, no centro de Porto Alegre. O número do Escuta Lilás é o 0800-541-0803.
Fonte: Site SPM/RS

segunda-feira, 3 de junho de 2013

19º BPM festejará 15 anos com eventos militares e comunitários

Além de eventos militares, a comandante do Batalhão, tenente-coronel Nádia Gerhard, programou o debut de 15 meninas moradoras da Lomba do Pinheiro, Campo da Tuca e Vila Maria da Conceição. O baile de debutantes acontecerá no sábado (08), às 22 horas, no Clube dos Subtenentes e Sargentos da Brigada Militar (R. Manoel Vitorino, 220). Há três semanas, as meninas vêm participando de diversas atividades, entre elas palestras motivacional e sobre violência doméstica, planejamento familiar, empoderamento da mulher e etiqueta. Também passearam pelo Lago Guaíba no barco Cisne Branco, visitam a Assembleia Legislativa, Catedral Metropolitana e Teatro São Pedro. No dia 28, as debutantes foram recebidas pelo governador do Estado, Tarso Genro, e pela primeira Primeira-Dama, Sandra Genro nos jardins do Palácio Piratini. Os vestidos que as meninas usarão no baile serão alugados com o apoio de uma empresa. Os seus pares serão alunos do Colégio Tiradentes, com quem já ensaiaram a valsa.

   Além do senso de integração entre a Brigada Militar e a comunidade, a intenção da tenente-coronel Nádia em formar o grupo de debutantes é proporcionar às meninas a oportunidade de participar de um evento social marcante em suas vidas, agregado a variadas orientações que servirão para o seu crescimento pessoal. “O debut delas não tem o glamour da aristocracia. O enfoque é a inserção delas na comunidade, vislumbrando um mundo diferente”, disse a oficial. “Elas passam a entender quem são na sua comunidade e o papel que têm ali, que podem buscar boas oportunidades na vida, desde que estejam preparadas para isso”, completou a tenente-coronel Nádia Gerhard.

Na programação comemorativa dos 15 anos do 19º BPM também estão os seguintes eventos:
Dia 03 – 10h
Formatura de aniversário e entrega de comendas
Sede do 19º BPM (Av. Cel. Aparício Borges, 2505 – Partenon)
Em caso de chuva, o evento acontecerá no Ginásio da APM
Dia 04 – 18h30min
Missa em ação de graças ao 19º BPM
Paróquia São Jorge (Av. Bento Gonçalves, 2948 – Partenon)
Dia 05 – 14h
Grande Expediente da Assembleia em homenagem ao 19º BPM
Plenário 20 de Setembro – Assembleia Legislativa
Dia 06 – 17h
Reinauguração da Galeria dos Comandantes do 19º BPM
Sede do 19º BPM (Av. Cel. Aparício Borges, 2505 – Partenon)
Dia 07 – 10h
“GRENAL” com arbitragem de Leandro Vuaden (árbitro da FIFA)
Estádio de Futebol da PUCRS (Av. Ipiranga, 6690)
Dia 08 – 22h
Baile de Debutantes
Clube dos Subtenentes e Sargentos da Brigada Militar (R. Manoel Vitorino, 220) 

Fonte: Site BM/RS