quarta-feira, 10 de abril de 2013

Peter Ho Peng recebe o novo RG no Departamento de Identificação do IGP

Em clima de muita emoção, cercado por seus amigos, Peter Ho Peng recebeu o novo RG no Gabinete da Direção do Departamento de Identificação (DI), do Instituto-Geral de Perícias (Av. Azenha, 255), tornando-se novamente cidadão brasileiro.  
O documento foi entregue pela Diretora Substituta do DI, Edméia Viana de Oliveira, e pela Corregedora-Geral, Andréa Brochier Machado, representando o Diretor-Geral do IGP, José Cláudio Teixeira Garcia, na solenidade. 
Ao receber o documento, Peter falou “como é difícil reconstruir a democracia, quando é destruída. Agradeço muito a todos vocês. A primeira coisa que vou fazer é tirar o título eleitoral. Vou votar pela primeira vez.” Ainda chamou para junto de si Dona Anna Pires Taborda, funcionária da Biblioteca da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na época em que era aluno do Curso de Engenharia, e declarou “era ela que nos protegia”.
Peter relatou que foi seu amigo Paulo (presente na solenidade), quem achou o seu primeiro RG, guardado pelo Colégio Farroupilha, por mais de 40 anos. A partir desse fato, o processo de naturalização empreendido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos se tornou bem mais fácil.
Em um gesto de agradecimento, Peter Ho Peng entregou ao Departamento de Identificação o seu RG original. Ao receber o documento, a Corregedora-Geral do IGP salientou “que seria guardado com muito carinho”, frisando “e que isso nunca mais se repita.”
O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, declarou sobre o significado deste evento “é o resgate de uma história. Uma injustiça história, que hoje pode ser reparada.”
Prestigiaram a cerimônia o relator do processo de naturalização, Conselheiro Rodrigo Gonçalves dos Santos, o Secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, e Márcia Elaine Moraes, da Comissão de Anistia.


Informações sobre o caso:
Requerimento de Anistia: 2010.01.67125
Requerente: PETER HO PENG
Relator: Conselheiro Rodrigo Gonçalves dos Santos
 ANISTIA. BRASILEIRO NATURALIZADO. PRESO EM 1971 E 1973. EXPULSO DO PAÍS. 
 Natural de Hong Kong, na China;
I.Preso em 1971 por conta do processo de expulsão do país;
II.Foi novamente preso em 1973;
III.Perdeu a nacionalidade brasileira em 1973 e saiu do país no mesmo ano sem permissão de retornar;
IV.Perseguição política comprovada;
V. Deferimento do pedido.
 1.Peter Ho Peng, devidamente qualificado, formula requerimento a esta Comissão, datado de 05.04.2010, pleiteando a declaração de anistiado    político nos termos da Lei n° 10.559/02.
 2. Narra o requerente que nasceu em 1949, em Hong Kong, na China, e que chegou no Brasil em dezembro de 1950. Seus pais se naturalizaram no início dos anos 60 e, por conta da lei que conferia a cidadania automaticamente aos que haviam chegado ao país antes dos cinco anos de idade e cujos pais haviam recebido a cidadania brasileira por naturalização, conseguiu se naturalizar enquanto cursava o colegial.
3. Ingressou na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS em Porto Alegre, e se formou em 1970. Enquanto estava na faculdade, foi eleito vice-presidente do Centro de Estudantes Universitários de Engenharia – CEUE, ficando conhecido como líder estudantil em Porto Alegre.
4. Em janeiro de 1971 iniciou os estudos preparatórios para fazer pós-graduação em Engenharia Química na UFRJ e na primeira semana de fevereiro foi preso dentro do ônibus do campus.
5. Relata que foi levado para o DOI-CODI, onde foi barbaramente espancado e submetido a diversos tipos de torturas. Permaneceu incomunicável por 60 dias e foi transferido em meados de abril para o DOPS, onde tinha contato com outros presos, mas permanecia incomunicável.
6. Relata que no dia 6 de junho de 1971, foi conduzido para Porto Alegre, permanecendo detido na Polícia Federal, onde pode receber visitas de familiares. Foi transferido no final de julho de 1971 para o Presídio Central de Porto Alegre e lá permaneceu até setembro, quando foi libertado.
7.Conta que durante o ano de 1972 emprestou dinheiro para alguns colegas que se encontravam em dificuldade, para pagarem o aluguel do apartamento em que residiam, e que um dos cheques foi encontrado num local onde haviam militantes do Partido Comunista do Brasil. Foi preso novamente em fevereiro de 1973 e conduzido para o DOPS, onde foi interrogado sob tortura.
8. Ao ser libertado, em abril de 1973, foi conduzido para a Delegacia de Estrangeiros, onde foi fichado e teve sua cédula de identidade subtraída e substituída por uma carteira “modelo 19”, que era destinada a estrangeiros.
 9. Com a cassação do seu RG, sua cidadania brasileira foi cassada e a permanência no Brasil se tornou mais difícil a cada dia. Obteve um passaporte britânico, com o qual viajou para os Estados Unidos em julho de 1973, deixando sua família no Brasil.
10.Somente conseguiu autorização para visitar o Brasil em 1980, uma vez que, por ser estrangeiro a Lei de Anistia não o beneficiou. Tinha que sair e entrar novamente do Brasil a cada 90 dias.

ASCOM/IGP-09/04/2013
Fonte: Site IGP/RS

terça-feira, 9 de abril de 2013

Convite: Cerimônia de entrega do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça/Etnia

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Frente lutará pela eliminação da violência contra a mulher

Instalação da "Frente Parlamentar Pró - eliminação de Todas as Formas de Discriminação e Violência Contra a Mulher". Presentes na mesa: Raquel Gomes, da SSP; Silvana Conti, do COMDIM; Regina Becker, da SEDA; Jamile de Toledo, defensora pública; ver. Luiza Neves; Marília Menezes, da SPM; Nadine Anflor, da DEAM; Nádia Gerhard, patrulha Maria da Penha; Waleska Vasconcellos, secretária municipal adjunta da mulher; ver. Jussara Cony Foto: Ederson Nunes/CMPA

Em ato realizado no Auditório Ana Terra, a Câmara Municipal de Porto Alegre instalou, nesta segunda-feira (8/4) pela manhã, a Frente Parlamentar Pró-Eliminação de Todas as Formas de Discriminação e Violência Contra a Mulher. Presidida pela vereadora Luíza Neves (PDT), a Frente terá o vereador Alberto Kopittke (PT) como vice-presidente e a vereadora Jussara Cony (PCdoB) como secretária. Na abertura do ato, Luíza destacou a importância da instalação de uma frente parlamentar na Câmara para tratar deste tema e ressaltou o caráter pluripartidário do movimento. Também comemorou a grande adesão que a iniciativa teve entre os vereadores. "Já houve muitos avanços no combate á violência contra a mulher, mas ainda há muito a ser feito, e o poder público pode colaborar neste sentido", disse.

Kopittke afirmou que o combate ao machismo e à violência contra a mulher requer, além de leis, uma mudança cultural na sociedade. Ele fez questão de fazer homenagem póstuma à ex-secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Márcia Santana, falecida no dia 13 de março. "Ela foi uma grande ativista e lutadora desta causa. Espero que a luta dela sirva para nos inspirar todos os dias. Já conquistamos a redemocratização, a estabilidade econômica e a diminuição da miséria, mas a violência talvez seja o maior desafio da democracia do nosso país na próxima década."

Para Kopittke, é preciso modernizar e aparelhar melhor as instituições responsáveis pela segurança pública, rompendo com a lógica em que o Estado atua como agente da violência. "A cultura machista está na raiz da violência praticada contra as mulheres. É uma chaga da sociedade patriarcal, em que as mulheres sempre foram relegadas. Em média, as mulheres recebem salários 30% menores do que os homens, e as mulheres negras, 70% menos."

Segundo o vereador, a aprovação da Lei Maria da Penha é apenas uma etapa da luta, pois é preciso que todas as esferas de governo tenham como prioridade o combate à violência. Ele defendeu a construção de um centro de tratamento do homem agressor, para fazer a ressocialização deste paciente e evitar a reincidência, e a ampliação do tempo de atendimento dos centros de referência no atendimento às mulheres, para que elas possam ser atendidas inclusive na madrugada e nos finais de semana. "Também é necessário uma casa de passagem para que a mulher agredida possa, num primeiro momento após a denúncia à delegacia, ter um abrigo transitório."

Articulação

Secretária da Frente Parlamentar, Jussara Cony defendeu "uma articulação política muito ampla em que homens e mulheres estejam juntos lutando contra violência contra a mulher, que representa uma violência contra toda a sociedade". Ela destacou a necessidade de que os homens participem dessa luta, juntamente com as mulheres. "Antigamente, as mulheres detinham conhecimento nas suas tribos. Na medida em que a terra vira propriedade, as mulheres passam a ser vistas apenas como reprodutoras e perdem o poder político que tinham."

Jussara reconhece que as mulheres já conquistaram muitos avanços, mas alertou que violência está em todos os lugares. "Esta Frente é estratégica na luta contra a violência, é preciso trabalhar a transversalidade. A violência é uma questão de saúde pública, e o seu combate não deve ser apenas política de governo e sim politica de estado. A mulher tem de ter independência econômica."

Também estavam presentes ao ato as vereadoras Séfora Mota (PRB) e Lourdes Sprenger (PMDB) e os vereadores Airto Ferronato (PSB), Delegado Cleiton (PDT), Mario Fraga (PDT), Christopher Goulart (PDT) e Alceu Brasinha (PTB). Além dos parlamentares, compareceram: Regina Becker, secretária especial dos Direitos Animais (Seda); delegada Nadine Anflor, titular da Delegacia para a Mulher; Silvana Conti, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim); tenente-coronel Nádia Gerhard, comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar; Raquel Gomes, da Secretaria Estadual de Segurança; e Marilia Menezes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul; a Maria da Graça Paiva, secretária adjunta da Smed, entre outras autoridades.

Texto: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)


Fonte: Site Câmara Municipal de Porto Alegre

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Câmara terá frente de combate à violência contra a mulher


Será instalada nesta segunda-feira (8/4), na Câmara Municipal de Porto Alegre, a Frente Parlamentar Pró-eliminação de Todas as Formas de Descriminação e Violência contra a Mulher. Os integrantes da Frente, vereadoras Luiza Neves (PDT), que será presidente, e Jussara Cony (PCdoB) e o vereador Alberto Kopittke (PT), querem ouvir os relatos, receber denúncias e acompanhar a situação das mulheres vitimas do preconceito e da discriminação, a maioria das vezes dentro de casa ou no trabalho.


A instalação da Frente ocorrerá a partir das 10 horas no Auditório Ana Terra da Câmara (Avenida Loureiro da Silva 255). Os interessados em participar dos debates podem confirmar presença pelos telefones (51) 3220-4278 e 3220-4280 ou pelo e-mail luizaneves@camarapoa.rs.gov.br

Texto: Flávio Damiani (reg. prof. 6180)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481) 

Susepe implantará projeto federal de inclusão social para apenadas

A titular da Coordenadoria Penitenciária da Mulher da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Maria Diniz, recebeu nesta quinta-feira (4), representantes da Secretaria de Política para Mulheres (SPM) e do Instituto Federal do RS (IFRS) para tratar da inclusão de mulheres em situação de prisão no Programa Mulheres Mil, do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e do IFRS. 

De acordo com Diniz, o Programa será implementado até o mês de junho em casas definidas por critério de maior necessidade . "Ele oferecerá as bases de uma política social às mulheres em situação de vulnerabilidade social, promovendo o acesso à educação profissional, ao emprego e renda", informou a coordenadora. 

Os projetos locais são ordenados de acordo com as necessidades da comunidade e segundo a vocação econômica regional. Cerca de 1,2 mil mulheres das regiões Norte e Nordeste do país já foram beneficiadas com cursos profissionalizantes em áreas como turismo e hospitalidade, gastronomia, artesanato, confecção e processamento de alimentos.

De acordo com representante da SPM, Anita Kieling, o programa fornece meios de as mulheres se qualificarem para o mercado de trabalho, além de resgatar a cidadania. "É um processo que, de fato, busca a inserção das mulheres em situação de prisão", concluiu. 

Texto: Neiva Motta
Edição: Redação Secom


Fonte: Site SSP/RS

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Inscrições Abertas/Seminário Nacional Mulheres Negras e a Universalização dos Direitos Sociais


A Secretaria de Políticas para as Mulheres do RS apoia a iniciativa da Sempre Mulher- Instituto de Pesquisa e Intervenção Sobre Relações Raciais  que realizará no dia 11 de abril de 2013, das 8h30min às 18h30min, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Rua dos Andradas, 1223 - Centro  Histórico Porto Alegre/RS, o I Seminário Nacional – Mulheres Negras e a  Universalização dos Direitos Sociais.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail: mulheresnegrasdireitosociais@gmail.com ou pelo fone: (51) 3344-9591.
A proposta do Seminário é fortalecer a busca do reconhecimento da  política de Assistência Social como estratégia de garantia dos direitos  humanos da população negra brasileira, especialmente das mulheres  negras, para o efetivo exercício de sua cidadania. O evento é uma  promoção conjunta da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Rio  Grande do Sul - SPM/RS e do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.
PROGRAMAÇÃO
8h30min – Credenciamento
9 horas - Abertura solene com a presença de autoridades e lideranças dos movimentos sociais
9h30min - Palestra: Mulheres Negras e a Universalização dos Direitos Sociais
10 horas – Debate
10h30min – Intervalo
10h45min - Roda de conversa – Vivenciando a Política de Assistência Social
11h30min – Debate
12 horas - Intervalo para almoço
14 horas - Painel: A Erradicação das Desigualdades e o Compromisso das Políticas Públicas
15 horas – Debate
15h30min - Diálogos Temáticos - Concretizando os Direitos Sociais *Diálogo Temático 1 – Universalização e Focalização das Políticas Públicas *Diálogo Temático 2 - Juventudes e Violências *Diálogo Temático 3 -  Religiosidade de Matriz Africana e Participação Comunitária
16h15min – Intervalo
16h30min - Apresentação do relato dos grupos dos Diálogos Temáticos Concretizando os Direitos Sociais
17 horas - Apresentação cultural – Nina Fola - Cantora e produtora cultural
18 horas - Coquetel  de encerramento
Fonte: SPM/RS

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cerimônia de entrega do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça

Será realizado no dia 25 de abril, quinta feira, às 17 horas, a entrega do Selo do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, em Brasília.  Esta foi uma conquista da SPM, em particular, da Secretária Márcia Santana, que com sua garra e empenho trouxe essa conquista para o Estado, visando a igualdade de gênero.


Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça: 

O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma das ações do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. O programa tem como objetivo a promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, no âmbito das organizações públicas e privadas, baseadas no desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional, para alcançar a equidade de gênero e raça no mundo do trabalho e a eliminação de todas as formas de discriminação no acesso, remuneração, ascensão e permanência no emprego.